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Vereador dinâmico e inovador que prioriza trabalho transparente, com mediação e sustentabilidade. O mandato é embasado em argumentos e pareceres técnicos. Visa atender demandas coletivas da cidade de Campo Grande - MS.

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A educomunicação como política pública



Em pleno ano eleitoral é urgente falar da importância de políticas públicas em áreas essenciais da sociedade como é o caso da Educação. Assim, é imprescindível distinguir que não é falar de “politica” ou de “eleições”, mas, de um conjunto de ações, a serem implementadas pelos gestores públicos, com vistas a promover o bem comum da população e colocar em prática direitos que são previstos na Constituição Federal.

Em linhas gerais, a prática educomunicativa incentiva o protagonismo infantojuvenil por meio da consciência e mobilização dos estudantes nas funções de produtores, emissores e receptores de comunicação, cultura e conhecimento, pelo uso didático dos meios de comunicação e das tecnologias digitais (rádio escolar, cinema, jornal, podcast, vídeos, blogs, etc).

 

Em Campo Grande, podemos citar, entre tantos, dois exemplos de ações ocorridas, em 2019, com a educomunicação que são muito enriquecedoras. A primeira, trata-se da participação da Escola Estadual “Lino Villachá” no projeto “Cineastas 360º realidade virtual para impacto social” (parceria da ONG Recode e do Facebook Brasil). A unidade escolar concorreu, ao participar do projeto, com escolas de todas as regiões do Brasil sagrando-se campeã em nível nacional. Os educandos, do Ensino Médio, produziram curtas-metragens (documentários) sobre questões que envolviam a comunidade campo-grandense, a película vencedora retratou o processo de ressocialização dos internos do Centro Penal da Gameleira (projeto este coordenado por um juiz). A consequência é que a reforma da infraestrutura da escola foi conquistada pelos jovens e teve início no mês de novembro.

 

A segunda ação foi a parceria entre o município, por meio da Semed (Secretaria Municipal de Educação), projeto “Diálogos em Educomunicação: rádio, cinema e vídeo na escola”, e o Governo do Estado, pela Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, por meio do Museu de Imagem e Som (MIS), que possibilitou aos educadores da rede municipal formações continuadas sobre cinema que, aplicada em sala de aula, culminou no “1º Festival de Cinema” da rede municipal. Os dez melhores curtas produzidos pelos estudantes foram premiados com o Troféu “Glauce Rocha”. Cabe-nos a pergunta, quais as consequências sociais destas políticas e projetos? Bem, os educandos desenvolveram maior expressão comunicativa, maior domínio das habilidades e competências de leitura, escrita (intepretação de texto) e das tecnologias digitais, sem contar que muitos já estão sendo preparados para profissões futuras, uma verdadeira formação cidadã. Os educadores puderam atualizar, aprender e inserir, em sua prática pedagógica, novas formas de aprendizagem com resultados visíveis e com maior participação dos estudantes.

 

 

“É preciso criar mecanismos e leis que garantam a prática educomunicativa como política de Estado e não apenas de governo”

 

 

Lisa Rodrigues

Jornalista e pedagoga, Doutora em Ciências da Comunicação (USP), professora da Faculdade Estácio de Sá (FESCG), integrante do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais em Educomunicação (ABPEducom).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
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