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Vereador dinâmico e inovador que prioriza trabalho transparente, com mediação e sustentabilidade. O mandato é embasado em argumentos e pareceres técnicos. Visa atender demandas coletivas da cidade de Campo Grande - MS.

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Águas de Campo Grande



18/03/2015

 

Entre dois córregos, o Prosa e o Segredo, nasceu nossa Campo Grande. A oferta de água e terra fértil surpreendeu o mineiro José Antônio Pereira e sua comitiva, que aqui se instalaram, construíram um arraial, que virou vila, cidade e se tornou nossa Capital.

 

Às margens desse encontro de águas, ergueram-se as primeiras “indústrias”, as pessoas foram se instalando e permitindo a vida acontecer. Casas, plantações, comércio e gente. Água não faltava, e esse era exatamente o motivo do crescimento. Foram se descobrindo os 33 córregos existentes no município.

 

Hoje, somos quase um milhão de habitantes, com mais de 450 mil veículos, diversos empreendimentos, e continuamos com os mesmos recursos hídricos. A cidade cresceu e, com esse crescimento, também os desafios, entre tantos, o de manter (e com qualidade) nossas nascentes e córregos.

 

Para matar nossa sede e atender a nossas necessidades, captamos atualmente águas superficiais e subterrâneas. As primeiras correspondem a 54% do que consumimos, explorando as bacias do Guariroba (38%) e a do Lageado (16%), e o restante vem dos 144 poços em funcionamento na Capital, que ofertam 46% para o nosso consumo.

 

Para garantir a conservação de nossos mananciais, foram criadas as Áreas de Preservação Ambiental (APAs). Hoje, são três: a do Guariroba, implantada em 1995 e com 36.194 há; a do Lageado e a do Ceroula, ambas fixadas em 2001, sendo a primeira com 5.604 há, e a segunda, com 67.000 há. O objetivo dessas unidades de conservação é garantir a manutenção das características ambientais e preservar os mananciais. O fato de existirem e já estarem legalmente constituídas não garante, por si só, que seus objetivos sejam alcançados; é preciso avançar em ações concretas e que envolvam todos os setores.

 

Em 2010, iniciamos uma nova experiência, a de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), que num resumo prático podemos dizer que se trata de incentivo financeiro para aqueles que preservam e ajudam a “produzir” água. A iniciativa começou na região da APA Guariroba, onde tivemos inicialmente 5 produtores rurais beneficiados. Este mês, foram assinados mais 15 contratos. É preciso avaliar resultados e ampliar ações.

 

 
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