9
Logo Site

Vereador dinâmico e inovador que prioriza trabalho transparente, com mediação e sustentabilidade. O mandato é embasado em argumentos e pareceres técnicos. Visa atender demandas coletivas da cidade de Campo Grande - MS.

CONHEÇA MAIS

ARTIGOS

Mobilidade urbana estamos no caminho, mas é preciso mais!



O conceito de mobilidade urbana vem sendo debatido no mundo inteiro com objetivo de melhorar o fluxo do trânsito, contribuir com o meio ambiente e proporcionar qualidade de vida para os cidadãos. Neste sentido trazemos alguns dados, com foco no uso da bicicleta, para demonstrar que estamos no caminho. Mas ainda é preciso maior comprometimento do poder executivo.

 

Num contexto geral, o Brasil mais que dobrou a malha cicloviária em se tratando de suas capitais, saindo dos 1.414 para 3.009 quilômetros de vias destinadas às bicicletas. Nesse ponto se destaca a cidade de São Paulo, que passou de 60 para 498 quilômetros de malha (isso sem contar os 120 km de ciclofaixas de lazer, montadas apenas aos domingos e feriados). Já em Campo Grande, que passou quatro anos sem investimentos na área, desceu do 4° lugar no ranking com maior malha cicloviária entre as capitais do País para a 10ª colocação.

 

Apesar de ter caído em quantidade de ciclovias ressaltamos que a Capital ganhou com a criação de leis que incentivam e oferecem mais segurança para os usuários da bicicleta. Em 2013 aprovamos a lei que obriga a instalação de bicicletários e adaptação de chuveiros e vestiários em prédios públicos com a finalidade de incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte urbano, mas na prática são poucas edificações que fizeram a adaptação. Outra lei de incentivo é o Programa “Vou de Bicicleta” que institui o selo empresa amiga do ciclista, destinada àquelas que incentivem os seus funcionários e clientes a utilizar a bicicleta como meio de transporte mais saudável e eficiente na locomoção. Há também datas alusivas à comemoração do ciclista.

 

Outra política pública, o Plano Diretor de Transporte e Mobilidade Urbana de Campo Grande – MS, de 2009, tinha por objetivo ampliar o sistema cicloviário de Campo Grande, servindo-se de projeto de desenho urbano que facilite o uso pelo ciclista, evite conflitos com outros usuários e garanta melhorias na paisagem urbana, mas que também não se aplica à realidade municipal desde então.

 

Depois deste período de congelamento parece que vamos conseguir que demandas antigas como a interligação de algumas ciclovias e o aumento da malha cicloviária de fato irão acontecer. Pelo menos foi essa a fala do prefeito Marcos Trad, durante audiência pública sobre ciclismo realizada, em agosto, na Câmara dos Vereadores. Segundo o prefeito, está prevista uma ordem de serviço para criar 6.9 km de ciclovias e 4 km de ciclofaixas. Esperamos que as demandas de interligação das ciclovias e ciclofaixas existentes, como por exemplo a da Via Park à da Avenida Anfonso Pena e a ciclovia que finda no aeroporto para que chegue até o Núcleo Industrial, demandas antigas, sejam contempladas.

 

*Eduardo Romero é vereador por Campo Grande, integrante da Comissão de Meio Ambiente da Câmara de Campo Grande e coordenador nacional da Frente Parlamentar de Vereadores Ambientalistas.

 

** Johnny Mike Rodrigues é acadêmico de Direito da UCDB, assessor parlamentar da Câmara Municipal de CG e ciclista. 

 
VOLTAR