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Os espaços públicos e suas funcionalidades



*Por Apres Gomes Neto

 

Toda cidade, seja ela grande ou pequena, tem praças e parques públicos que desenvolvem um importante papel social e cultural. Para muitos eles passam despercebidos até que surja uma necessidade, ato, fato ou ação que ligue o indivíduo ao local. Este espaço urbano é reconhecido pelas relevantes manifestações recorrentes na própria existência, que marcam fatos, registrando iniciativas, sustentando objetivos e apontando novos caminhos.

 

O espaço urbano das praças e parques públicos na cidade de Campo Grande vem ganhado uma característica que se assemelha com os espaços dos grandes centros. Hoje existem eventos, movimentações e comércios que destacam os espaços públicos como meios fomentadores e difusores da cultura regional, nesse sentido, despertando os olhares do poder público, valorizando as comunidades contempladas e estendendo a nossa produção cultural além das nossas fronteiras.

 

Como exemplos temos a Praça da Bolívia, Feira do Ipê Amarelo, Sarau de Segunda, as intervenções da Confraria Sociartista, o Parcão, que ocorre no Sóter e foi instituído por meio de lei municipal. Percebemos que além do poder público, a sociedade tem tomado posse destes locais.

 

Estes locais públicos sempre foram palco de comercialização, de encontros, de contos e segredos, de desejos e desencontros, de sorrisos e lamentos. Um espaço aberto e ornamentado conforme a tradição local, visando o acolhimento agradável, tanto ao público residente, quanto aos visitantes de outras fronteiras.

 

Podemos pensar que: para a comunicação verbal, precisamos de proximidade; para organizar tarefas, precisamos de ideias e formação de grupos e, por fim, para que isso ocorra, precisamos de um espaço neutro, onde essa união de pessoas se formalize aos seus propósitos. Desse modo, a praça e o parque, tornam-se cenários pela necessidade da socialização e crescimento humano.

 

Trazer estas reflexões ao tempo, para responder ao questionamento sobre a enxurrada de grupos que se unem em busca de soluções práticas e objetivas, tentando atender às necessidades de suas classes. E, quando um determinado grupo de pessoas se une por um objetivo comum aí se concentra, independentemente de um querer uma ação política.

 

A política é a arte da organização, direção e administração das nações, e, trazendo este conceito ao nosso plano, à nossa realidade local e especificamente, às manifestações de ocupações das praças e parques: da organização extrai-se o sumo concentrado de ideias que se manifestam pelas ações, pelos comportamentos individuais, que se somam construindo no plural e, sem perder o valor da individualidade, avança com sede aos seus objetivos.

 

E, em síntese, essas manifestações se organizam para defender os seus direitos e interesses. É e sempre será uma maneira de interação social, que se apossam das tecnologias em seu tempo, na busca de oportunidades e soluções, para o bom viver em sociedade.

 

Assim, os movimentos ações e atividades nestes locais revelam interesses individuais e coletivos, que impulsionam o coletivo na busca da economia construtiva, desse modo, despertando o poder público para as políticas públicas que ofereçam aportes que venham como possibilidades de sustento econômico.

 

* Formado em artes visuais pela Universidade Federal de MS. É diretor da Confraria Sociartista.

 
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