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Vereador dinâmico e inovador que prioriza trabalho transparente, com mediação e sustentabilidade. O mandato é embasado em argumentos e pareceres técnicos. Visa atender demandas coletivas da cidade de Campo Grande - MS.

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Nota
07/11/2019
Pantanal não combina com cana-de-açúcar
Pantanal não combina com cana-de-açúcar

 

O Pantanal não combina com cana-de-açúcar. Tem outras atividades já muito bem desenvolvidas ali. Há estudos que provam isto. É com lamento, muito lamento que recebemos a revogação do decreto que proibia o cultivo da cana no Pantanal e na Amazônia. Agora tudo pode na planície pantaneira.
 
Com a revogação do decreto, ou seja, com o agora tudo pode, acendemos o alerta, porque podem abrir brechas contra lei estadual que proíbe cana no Pantanal. Começaram derrubando um decreto e agora o que mais pode vir? O que mais pretendem fazer de ato político que vai afetar a identidade do patrimônio Pantanal, que vai além de lugar paisagístico, berço de espécies?
 
O Brasil é rico em terras. Não está faltando terra para ampliar a fronteira agrícola ao ponto de precisar agricultar com cana o Pantanal e seus subprodutos com a justificativa de que já existem tecnologias para tratar resíduos desta atividade. Em nome do subsídio para o setor sucroalcooleiro, que produz o biocombustível etanol, vem o decreto com um engodo que pode ser catastrófico.
 
Não pensem que os olhos agora devem ficar voltados somente para o óleo que mancha as praias do nordeste brasileiro. Não pensem que o problema está lá longe, onde muitos gostam de passar as férias, bronzear seus corpos, ou curtir a paz com cheirinho de maresia. O estalo também está aqui no quintal de casa e é dever de cada cidadão com mandato ou não cobrar dos representantes da esfera federal que a possibilidade da cana e suas moendas não se concretizem no Pantanal.
 
O movimento ambientalista que lutou contra caça de jacaré, contra exploração de terras indígenas, que caminha para ter uma lei única para o Pantanal MS/MT e que comemorou até 5 de novembro deste ano a proibição de cana e usinas na planície pantaneira e em municípios de planície como Corumbá, agora começa uma nova luta.
 
Início de uma luta da primeira geração de defensores do meio ambiente, que teve na figura de Francisco Anselmo de Barros, o Francelmo, um ato extremo em 2005, quando ele deu a própria vida no calçadão da Barão do Rio Branco, em Campo Grande. O ato de imolação freou por um tempo a ideia que voltou concretizada com canetada presidencial.  Cana no Pantanal, não!
 
Eduardo Romero
Vereador por Campo Grande, coordenador nacional da frente Parlamentar de vereadores Ambientalistas e vice-presidente da Comissão de Meio Ambiente na Câmara de Campo Grande.
 
Assista ao vídeo com nosso posicionamento na tribuna na Câmara de Vereadores de Campo Grande, realizado nesta quinta-feira, 7 de novembro.