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Cartografia
23/07/2020
Professor de geografia da UEMS desenvolve trabalho sobre alfabetização cartográfica
Professor de geografia da UEMS desenvolve trabalho sobre alfabetização cartográfica

 

Professor Fábio Ayres em audiência presidida por Eduardo Romero, na Câmara, apresentando o então projeto do ZEE-CG

Com tanta tecnologia disponível na palma da mão e nos computadores fica fácil pesquisar localizações e informações sobre determinados lugares, inclusive acionar mapa digital caso esteja perdido ou deseja chegar a uma região desconhecida. Mas e se toda esta tecnologia não estiver disponível, você sabe se orientar com um ‘mapa analógico’? Esta é uma das perguntas que despertou o professor de geografia Fábio Ayres a pesquisar mais sobre o conhecimento cartográfico de Campo Grande.

 

Com o conhecimento de sala de aula Fabio Ayres observou que o ensino repassado aos alunos sobre cartografia é bastante superficial, inclusive a maioria dos próprios docentes dominam muito pouco a cartografia porque na formação universitária não tiveram estudos aprofundados sobre o tema. ‘Quando as crianças são alfabetizadas, falamos de português e matemática, mas a geografia em especial a cartografia é fundamental para formação na vida adulta’.

 

Como é professor de geografia na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e também de escolas municipais, Fábio Ayres decidiu desenvolver um trabalho envolvendo os acadêmicos da universidade, que vai culminar em um estudo que estará disponível para escolas. O objetivo, segundo ele, é formar os universitários com grau mais aprofundado sobre cartografia, capacitar professores e também para que os alunos das escolas públicas tenham maior assimilação. ‘A alfabetização cartográfica permite a criança desenvolver as noções de espacialidade, lateralidade entre outras habilidades, quando trabalhada a realidade do seu cotidiano, ocasiona maior assimilação e entusiasmos dos alunos na disciplina’, explica o professor doutor.

 

Fábio Ayres explica que o projeto vai ser trabalhado utilizando o Zoneamento Econômico-Ecológico de Campo Grande (ZEE), que possui riqueza de material cartográfico técnico-científico. Quando esteve cedido para a Planurb, o professor participou na elaboração do ZEE, que ganhou força de lei municipal (n. 6.407/2020).

 

Em vigor desde 2016, o Zoneamento Ecológico-Econômico do município de Campo Grande (ZEE), também chamado de Zoneamento Ambiental, ganhou força de lei este ano, e é um importante instrumento de política pública, inclusive pontuando que foi ele que balizou o projeto do Plano Diretor da Cidade, que está em vigor desde o dia 2 de agosto de 2019.

 

O ZEE divide a cidade em zonas (Ceroula, Guariroba/Lageado, Anhanduí, Ribeirão Lontra e ainda a quinta zona que é a Sede Urbana) e define a compatibilidade de atividades econômicas possíveis para cada uma delas levando em conta fatores socioeconômicos, ambientais e físicas. Assim, o projeto busca produzir adequação do material didático-pedagógico de cartografia em linguagem adequada para as crianças. Hoje as crianças leem os mapas dos adultos, o ZEE/CG será fundamental para reconhecimento do território partindo da localização onde a criança conheça.

 

O vereador Eduardo Romero (Rede), que conduziu audiência pública sobre ZEE na Câmara, destaca que o projeto do professor Fábio Ayres com acadêmicos, professores e alunos da rede pública de ensino traz oportunidade de melhor conhecer a cidade por meio de uma lei que traz rico apanhado, uma vez que o ZEE destaca as potencialidades socioeconômicas e as áreas de interesse ambiental, popularmente conhecidas como de vulnerabilidade. Com o zoneamento é possível ver o município não mais como zona urbana e zona rural, mas de forma macro e como pode ser ampliado. ‘O documento traz estudos de questões sociais, fundiárias, solos, cobertura vegetal, unidades de conservação, entre outros mapeamentos’, frisa ainda o parlamentar.

 

Fábio Ayres destaca que o projeto de pesquisa está em andamento e deve ser concluído em 2022. Até lá, haverá envolvimento da Secretaria Municipal de Educação e Secretaria Municipal de Governo.